quinta-feira, 30 de abril de 2009

DIA DE PROTESTAR CONTRA A VINDA DO PRESIDENTE DO IRÃ AO BRASIL

Notório sexista (mulher no Irã quase não tem direitos), homofóbico (enforca adolescentes gays em praça pública) e racista (prega a destruição do estado de Israel inclusive), o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, recebeu estranho convite da presidência da República para vir visitar o Brasil. Entidades de direitos humanos, de mulheres, de LGBTês e todas as pessoas que sonham com um mundo melhor, estão promovendo atos de protesto contra essa indigesta visita.

Em São Paulo
DATA: 03 de maio, domingo
HORA: às 11h00
LOCAL DO ENCONTRO: Praça Marechal Cordeiro de Farias (Praça dos Arcos, na esquina da Avenida Angélica com a Avenida Paulista)

No Rio, também no domingo, dia 3, às 11:00 na Avenida Atlântica. Em Brasília, no dia 6.

Faça seu protesto contra vinda do Presidente do Irã ao Brasil.

Contra o totalitarismo e o racismo, a favor da democracia, do direitos das mulheres, homossexuais, da liberdade religiosa, da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão, do direito a existência de Israel, contra o fundamentalismo teocrático islâmico e contra o revisionismo histórico.

Somos contra a vinda do imbecil que representa todas as ideologias do mal que devemos combater no século XXI. (blog Dois em Cena)

Envie para o gabinete de Lula o seu protesto. O blog de De Olho Na Mídia também está fazendo uma petição contra a presença de Mahmoud Ahmadinejad: Genocídio e Revisionismo: Não Em Nosso Nome!

domingo, 26 de abril de 2009

Mate em legítima defesa

Pródigo em criar polêmicas, o antropólogo Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, com quem compartilho o decanato no MHB/MLGBT, não perdeu a chance de roubar a cena no modorrento cenário do Congresso da ABGLT, em Belém do Pará, em 19 de abril último, segundo matéria do site A Capa.

Afirmando que o Brasil Sem Homofobia "não funciona" e que as 500 propostas tiradas da Conferência Nacional LGBT (programa e evento ligados ao governo federal) "não têm diminuído a morte de homossexuais e travestis", Mott declarou que, caso os homocídios continuem em escalada alarmante, vai fazer campanha de reação a esses crimes a que dará o nome de 'Mate em legitima defesa’.

Claro, tratou-se de frase de efeito, mas que acabou sendo tomada literalmente por representantes da ABGLT e do governo federal, todos ligados ao ironicamente belicoso partido dos trabalhadores (PT), que bajula ditadores islâmicos (o presidente do Irã, assassino de homossexuais vem aí a convite de Lula), abriga terroristas e apóia invasões armadas de terras produtivas, com cada vez mais mortos e feridos.

Apesar do perfil, imbuídos de um episódico surto de pacifismo enviesado, Claudio Nascimento (Arco-Íris/ABGLT) ameaçou "solicitar ao congresso que intervenha" caso o antropólogo realmente leve a ideia adiante, classificando-a como "panfletaria e sem valor". Caio Varela, assessor parlamentar da senadora Fátima Cleide (PT-RO), saiu-se com uma história de que a colocação seria "capitalista e individualista (sic)". Eduardo Barbosa, do programa nacional de DST/Aids, disse que a proposta era "totalmente descabida" e "contrariava qualquer tipo de política pública voltada para os direitos humanos". Por fim, Toni Reis, presidente da ABGLT, afirmou que a idéia era “um factóide baratíssimo" e que “sua entidade era contra esse tipo de proposta, pois se identificava como pró-vida e pró Direitos Humanos."

A polêmica teve continuidade na lista gls, fórum informal pero no mucho da militância tupiniquim, e em outras listas congêneres, trazida pela repassagem da matéria do site A Capa por um dos listeiros de plantão. As opiniões aí se dividiram, com várias pessoas dando apoio a Mott, inclusive eu mesma, e outras tantas insistindo numa visão pacifista meio “de orelha” contra a qual supostamente a proposta do antropólogo se insurgiria. A partir dessa discussão, outras variantes ao redor do tema despontaram, da necessidade de se promover o aprendizado de técnicas de autodefesa, entre a população LGBT, à necessidade de se aumentar a auto-estima da mesma.

O mais engraçado da história é que tanto a frase de efeito (e sua idéia embutida) quanto suas variantes são apenas ovos de Colombo, ou seja, obviedades que, apesar de sua natureza, precisaram de alguém para apontá-las. Todo ser vivo, se atacado, busca se defender com as armas que possui e, se necessário for, para sobreviver, mata seu agressor. A lei reconhece a legítima defesa como válida (desde que comprovada) e exime quem a pratica da condenação por homicídio. As religiões, em geral, ao contrário do que parece que alguns imaginam, também reconhecem a legítima defesa como válida mesmo quando implica na morte de alguém.

Por fim, o pacifismo de Gandhi (e de seu discípulo moral, Martin Luther King), muito lembrado nessa falsa polêmica como contraposição à suposta proposta anti-vida(sic) do presidente do GGB, precisa ser lido de forma menos superficial. Esse pacifismo visa derrotar o opressor, inimigo, adversário (à escolha) tanto quanto a estratégia belicista e também produz mortos e feridos (pior que só de um lado). A diferença é que essa estratégia, que é fundamentalmente uma ação coletiva e não individual, busca derrotar o inimigo sem matá-lo, desmoralizando-o através da ação não-violenta (que exige sacrifícios), com a qual também se procura romper o círculo vicioso que a tática do “olho por olho, dente por dente” costuma engendrar. Como disse, também provoca mortos e feridos, mas as baixas e as sequelas físicas e psicológicas nas populações envolvidas costumam ser significativamente menores do que nos conflitos onde ambos os lados pegam em armas .

O pacifismo de Gandhi é, portanto, uma estratégia de luta, nada tendo a ver com passividade diante de agressores de qualquer ímpeto e natureza. Contra eles, todo o indíviduo tem o direito de se defender e de escolher a estratégia que lhe permitirá derrotar seu agressor, mesmo que ela implique na morte do atacante. Mott nada disse de novo, e o que de fato espanta é que sua fala tenha provocado reações tão inflamadas e, sobretudo, hipócritas.

No mais, espera-se que toda essa falação resulte mesmo em ações de empoderamento da população LGBT, como oficinas de promoção de auto-estima e de técnicas de autodefesa, e não apenas em mais reclamações junto a órgãos estatais que, mesmo em países civilizados, não estão em condições de estar protegendo seus cidadãos e suas cidadãs individualmente em casa ou nas ruas.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Hallelujah, de Leonard Cohen, com k.d.lang

Hallelujah - Aleluia - escrita pelo cantor e compositor canadense Leonard Cohen, em 1984, é considerada uma das maiores canções de todos os tempos, tendo sido gravada por inúmeros artistas desde seu surgimento.

Apesar do título, do jeito de hino religioso e das citações bíblicas, a letra fala mesmo é das vicissitudes da vida, de sexo e desencontros amorosos, de uma visão desalentada da existência que põe em dúvida se mesmo a arte pode nos salvar.

Nas citações bíblicas, o autor diz que soube que o Rei David encontrara um acorde especial para louvar a Deus, mas a mulher a quem fala não liga para música: "But you don't really care for music, Do you?" Relata ainda que a mulher (Betsabá) que seduz e desencaminha David, tira-lhe a força (corta-lhe o cabelo, referência à Sansão) através do sexo: "she cut your hair and from your lips she drew the halleujah (ela cortou seu cabelo e de seus lábios extraiu a aleluia - do orgasmo)".

No restante da canção, o autor continua vendo o amor como uma batalha de onde ele sai cativo e ferido "I saw your flag on the marble arch/love is not a victory march, it's a cold and it's a broken Hallelujah (Vi sua bandeira no monumento de mármore/o amor não é uma marcha vitoriosa, é uma aleluia fria e sofrida). Maybe there's a God above/And all I ever learned from love/Was how to shoot at someone who outdrew you/It's not a cry you can hear at night/It's not somebody who's seen the light/it's a cold and it's a broken Hallelujah (Talvez haja um Deus lá em cima/E tudo que eu sempre aprendi com o amor/foi como atirar contra alguém que já havia sacado primeiro/Não é uma súplica que você escuta à noite/Não é alguém que viu a luz/É uma aleluia fria e sofrida)".

Leonard Cohen escreveu duas versões de Hallelujah, tirando da segunda versão, de 1994, seu caráter mais espiritual (redentor) e enfatizando a evocação sexual, porém, de qualquer forma, manteve a mescla de religioso e profano da música, o contraste entre a melancólica descrição da vida, exposta na letra, e a qualidade de transcendência, contida nas Aleluias crescentes, que configuram sua beleza indiscutível.

Segundo consta, em artigo de Neil McCormik (junho/2008), para o Telegraph online, Coen declarou sobre sua famosa canção, no maior estilo Zen: “É isso aí. Não há saída para essa confusão. O único momento em que você consegue viver no meio desses conflitos absolutamente irreconciliáveis da vida é quando finalmente aceita tudo e diz ‘Olhe, eu não entendo nada disso, mas... Aleluia!'"

Gosto de todas as versões que diferentes artistas já deram dessa música, mas preferi postar essa da k.d.lang que também consta de seu álbum Hymns of the 49th Parallel (2004) e é uma das mais bonitas interpretações de Hallelujah. Vale salientar que há vários versos, escritos por Cohen, para essa mesma melodia, sendo a letra abaixo apenas uma das variantes conhecidas.



Hallelujah – Leonard Cohen

I've heard there was a secret chord
that David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, Do you?
It goes like this, the fourth, the fifth
The minor Fall, The major lift,
The baffled king composing, hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty in the moonlight overthrew you
She tied you to a kitchen chair, she broke your throne
she cut your hair and from your lips she drew the halleujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Maybe I've been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the marble arch
love is not a victory march
it's a cold and it's a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

There was a time you let me know
What's real and going on below
but now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
the holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Maybe there's a God above
And all I ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
It's not a cry you can hear at night
It's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah…

terça-feira, 7 de abril de 2009

Se eu fosse um garoto - If I Were A Boy



If I were a boy even just for a day
Se eu fosse um garoto mesmo só por um dia
I'd roll out of bed in the morning
Eu rolaria da cama de manhã
And throw on what I wanted
Jogaria qualquer roupa por cima do corpo
And go drink beer with the guys
E iria beber cerveja com os amigos

And chase after girls
E iria correr atrás das garotas
I'd kick it with who I wanted
E sairia com quem quisesse
And I'd never get confronted for it
E nunca seria questionado por isso
'Cause they stick up for me
Por que os amigos me apoiariam

If I were a boy
Se eu fosse um garoto
I think I could understand
Acho que poderia entender
How it feels to love a girl
Como é amar uma garota
I swear I'd be a better man
E juro eu seria um homem melhor

I'd listen to her
Eu a escutaria
'Cause I know how it hurts
Porque sei como dói
When you lose the one you wanted
Quando você perde aquela que queria
'Cause he's taking you for granted
Porque estava certo de que não perderia
And everything you had got destroyed
E tudo que você tinha acabou destruído

If I were a boy
Se eu fosse um garoto
I would turn off my phone
Desligaria meu telefone
Tell everyone it's broken
Diria a todo mundo que ele está quebrado
So they'd think that I was sleeping alone
Assim achariam que estava dormindo sozinho

I'd put myself first
Me colocaria em primeiro lugar
And make the rules as I go
E faria minhas próprias regras
'Cause I know that she'd be faithful
Porque sei que ela estaria sendo fiel
Waiting for me to come home, to come home
me esperando voltar pra casa, voltar para casa.

If I were a boy
Se eu fosse um garoto
I think I could understand
Acho que poderia entender
How it feels to love a girl
Como é amar uma garota
I swear I'd be a better man
E juro eu seria um homem melhor

I'd listen to her
Eu a escutaria
'Cause I know how it hurts
Porque sei como dói
When you lose the one you wanted
Quando você perde aquela que queria
'Cause he's taking you for granted
Porque estava certo de que não perderia
And everything you had got destroyed
E tudo que você tinha acabou destruído

It's a little too late for you to come back
É um pouco tarde para você voltar
Say it's just a mistake
Dizer que foi apenas um erro
Think I'd forgive you like that
Pensar que eu o perdoaria de qualquer jeito
If you thought I would wait for you
Se você pensou que eu esperaria por você
You thought wrong
Se enganou

But you're just a boy
Mas você é apenas um garoto
You don't understand
Você não entende
And you don't understand, oh
E você não entende
How it feels to love a girl
Como é amar uma garota
Someday you wish you were a better man
Algum dia você vai desejar ter sido melhor

You don't listen to her
Você não a escuta
You don't care how it hurts
Não se incomoda de magoar
Until you lose the one you wanted
Até que você perde aquela que queria
'Cause you're taking her for granted
Porque estava certo de que não perderia
And everything you had got destroyed
E tudo que você tinha foi destruído

But you're just a boy
Mas você é apenas um garoto

Tradução: Míriam Martinho

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Impacto ambiental do consumo de carne

Vista-se é um site vegano bem legal, cheio de notícias, imagens e vídeos sobre vegetarianismo, ambientalismo e direitos dos animais. Tem dicas de produtos ecologicamente corretos, dicas de restaurantes, folhetos para baixar, etcetera. Uma das páginas mais legais é a passeata vegetariana, uma página em flash cheia de imagens de cartazes criativos e contundentes condenando o consumo de carne. Tem imagens com a Rita Lee e o Paul MacCartney.

De lá também fiz o download do áudio abaixo de uma fala do Arnaldo jabor sobre o impacto do consumo de carne no planeta. Essa fala do Arnaldo demonstra que as batalhas cotidianas dos ambientalistas para salvar a Terra já encontram eco nos formadores de opinião.

A propósito, não como carne. E você?